Mais de 50 mil documentos já compõem o acervo da Casa da Memória de Jaguariúna

Em três meses de trabalho, o espaço ficou pequeno para receber e acondicionar todos os documentos que farão parte do acervo da Casa da Memória de Jaguariúna, com previsão de ser inaugurada no segundo semestre deste ano. Até agora, mais de 50 mil documentos já estão em fase de catalogação, a maioria fotografias, que deverão compor o acervo de apontamentos e registros históricos do município.
Num primeiro momento, o trabalho foi focado no material existente nos arquivos da própria Prefeitura Municipal. O resultado foi o levantamento de 25 mil fotos e 100 fitas de vídeo.
Paralelamente, a população foi convidada a participar de forma espontânea, da formação do acervo, através de matérias publicadas na imprensa local. Um curso de Genealogia também foi ministrado para instigar os matriculados a trabalharem o resgate histórico de famílias que imigraram para Jaguariúna e região.
Ainda, ofícios foram enviados às pessoas e estabelecimentos / instituições que poderiam colaborar com documentos importantes. Luciano Souza (Antarctica), Terezinha Marion, Embrapa, Anísio Aguiar, Terezinha Turato, Serafim Abib (biografia e fotografias), Cartório (mapas da cidade) e outros já colaboram com parte do arquivo.
Em Mogi Mirim, cidade a qual Jaguariúna pertencia como Distrito, até meados da década de 50, outros levantamentos foram feitos, com foco em processos (inventário, processo crime etc), documentos de imigrantes e outros referentes à Vila Bueno e Distrito de Jaguary.
Agora, nesta nova etapa do processo, todos os documentos obtidos vêm sendo mapeados e catalogados, para adequação à formas de pesquisas, e os vídeos digitalizados. “O acervo será classificado em coleções, divididas por temas, origem do doador e contará com um fundo para consultas (cartas, documentos...), formando um banco de dados, que será disponibilizado também via internet, através do site, em construção, www.casadamemoriadejaguariuna.com.br, explica a coordenadora dos trabalhos, Suzana Barreto.
O prédio que abrigará a Casa da Memória de Jaguariúna, localizado atrás da velha matriz, zona central da cidade, contará com sala de pesquisa, onde serão instalados terminais de consultas; reserva técnica (dependência para acondicionar documentos); sala de processamento técnico; e dois espaços para exposições, um destinado ao Memorial Padre Gomes e outro para realização de mostras referentes a aspectos que compõem a história da cidade.
Tomaz de Aquino Pires, responsável pelo Memorial Padre Gomes, conta que o acervo pessoal do Padre Antonio Joaquim Gomes e Paróquia (documentos, fotografias e objetos), pároco que serviu ao município de 1947 a 1990, já está praticamente catalogado. “O Memorial Padre Gomes contará com uma exposição permanente sobre o pároco e a igreja”, adianta.
A outra sala destinada a exposições, de acordo com Suzana Barreto, será trabalhada com mostras temporárias, com foco em temas ligados a famílias e fatos que constituem a história do município, desde os índios, tropeiros, café, imigrantes, até os dias atuais, representativas do perfil diferenciado que faz a Jaguariúna do século XXI.
A equipe de trabalho, coordenada pela historiadora Suzana Barreto, é formada pelo professor e memorialista Tomaz de Aquino Pires, pela arquivista Sulamita Ribas, por Natália Reis (criação do banco de dados, banco de imagens, site, digitalização e tratamento das imagens), Josi Panini e Míriam Gíglio, que trabalham, respectivamente, como auxiliares no setor técnico e de arquivo.

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