Prefeitura do Município de Jaguariúna
Origami

  

  
  
É interessante e muito divertido ver uma folha de papel quadrada se transformar em um objeto.
A arte de dobrar o papel

‘Ori’ vem do verbo ‘oru’, que significa dobrar, e ‘gami’ vem da palavra ‘kami’, que significa papel. Origami: a arte de dobrar papel. Esta arte milenar, que tem função importante no desenvolvimento intelectual da criança, pois exige concentração, estimula a imaginação e desenvolve a destreza natural, é uma das oficinas culturais desenvolvidas no município.
As aulas, ministradas por Juliana Dal´Bó, às quartas e sextas-feiras, das 14h às 15h, no Parque dos Lagos, ensinam o Origami Modular, pecinhas em grande quantidade que, quando encaixadas, formam Módulos.
No Origami, há regras básicas para produção, como folhas de papel quadrado e sem corte, mas estas não são absolutas, o que resulta em inúmeros modelos que apresentam simplicidade e desafios de criação. Os princípios ditam, ainda, que ele deve ser confeccionado a partir de um papel plano, bidimensional, a fim de que o resultado seja um objeto com três dimensões, sem a utilização de materiais como tesoura, cola ou similares. Estas rígidas regras, a partir do século XVII, foram sendo alteradas, dando a liberdade de se utilizarem pequenos cortes, desde que isto seja feito no início do trabalho.
A origem exata do Origami é desconhecida, mas acredita-se que tenha surgido como decorrência natural da invenção e divulgação da utilização do papel, já que registros apontam que as primeiras figuras surgiram na antigüidade, por volta do século VI, quando um monge budista trouxe, da China para o Japão, o método de fabricação do papel. Alguns pesquisadores acreditam ainda na hipótese de que ‘a arte de dobrar o papel’ está relacionada com costumes ou crenças religiosas de épocas passadas.
Mesmo sem saber, efetivamente, o seu surgimento, Origamis vêm sendo transmitidos de geração em geração. O Origami recreativo, conhecido mais recentemente, teve origem na Era Heian (794-1192), época em que o Origami deixa de ser formal, evoluindo para formas que retratam o dia-a-dia: garças, barcos, bonecas, entre outros.
Para o pesquisador das origens do Origami, professor Massao Okamura, 65, foram os samurais, no início do século XVII, que deram os primeiros passos para o formato dos Origamis atuais. De acordo com ele, até meados do século XIX, ao contrário dos dias de hoje, em que o Origami é visto como uma atividade que pode ser trabalhada com a população infantil, este tipo de arte era considerada como um passatempo divertido e interessante, restrito aos adultos, principalmente devido ao valor da matéria-prima.
Juliana Dal’Bó comenta que há criações mais recentes de Origamis, mesmo assim, deve-se ter respeito com os Origamis mais antigos. “Não basta fazer algumas modificações nos trabalhos já existentes e dizer que é uma nova criação. Se isto for feito e aceito, estaremos danificando o próprio patrimônio”. Para que isto não ocorra, explica, deve-se deixar claro o nome do autor da obra original e apresentar o novo trabalho como uma releitura, uma tendência e não uma nova criação.

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